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VOCÊ JÁ CONFIOU HOJE?



Mais do que nunca há uma demanda da sociedade por empresas que “inspirem confiança”. O que me faz recordar um treinamento que eu vivenciei há alguns anos, quando era executiva no Grupo Rhodia. Durante o treinamento, a pessoa que estava ministrando o workshop lançou a seguinte pergunta:


A quem você confiaria para dobrar o seu paraquedas?

Quem você acreditaria que lhe daria o paraquedas para dobrar?


Estávamos falando em relações de confiança que envolviam questões técnicas e emocionais! Até hoje eu repito essa pergunta.


Empresas que não inspiram confiança não sobrevivem por muito tempo. E é fácil entender o porquê.


Você deixaria o seu filho pequeno com uma babá que você não confia? Compraria fraldas que podem provocar alergias em seu filho? Compraria um ovo de páscoa de uma empresa que provocou dezenas de problemas de saúde? Sinceramente? Eu acredito que não!


Da mesma forma, investidores não colocam dinheiro em empresas que estão constantemente envolvidas em escândalos. Fornecedores não vendem para empresas com risco de pagamento. Clientes não compram de fornecedores que não transmitem confiança. Funcionários não se comprometem com líderes em quem não confiam e líderes não delegam atividades importantes para funcionários que eles não acreditam que sejam capazes de realizar a tarefa.


Mas afinal, estamos falando de empresas, certo?


Claro! Só que as empresas são formadas por pessoas, e a confiança nasce dos relacionamentos entre pessoas.


A confiança começa em você!


Bem, confiança faz parte de um relacionamento de troca entre pessoas. Empresas não confiam. São os compradores, os vendedores, os investidores, os líderes, os liderados e todos os demais envolvidos em algum relacionamento que confiam em outras pessoas, ou não. Ou seja, são as pessoas que confiam!


Porém, a confiança tem início em um relacionamento muito mais básico, aquele que começa em nós mesmos. E aí eu te pergunto: o quanto você confia em você? Ou melhor, você dobraria o seu próprio paraquedas?


De acordo com o doutor Feltz, um especialista em autoconfiança e desempenho esportivo, a autoconfiança desempenha um papel crítico no sucesso dos atletas.


Atletas que acreditam fortemente no seu potencial possuem grande chances de sucesso, e uma situação oposta também é verdadeira.


No mundo dos negócios, poucas pessoas têm sucesso sem um grau de autoconfiança. No entanto, todos, desde jovens em seus primeiros empregos até líderes experientes na linha de frente das organizações, têm momentos — ou dias, meses ou até anos — quando não têm certeza de sua capacidade de enfrentar desafios, é o que diz Tony Shwartz[1]. Ele lembra que confiança é igual a segurança, e emoção positiva é igual a melhor desempenho. No entanto, “a insegurança atormenta conscientemente ou inconscientemente todos os seres humanos.”


Mas não basta apenas você se sentir confiante. Você precisa transmitir confiança (confiança dada) e receber confiança.


Neste sentido, Cyrille Schneider trabalha com três níveis de confiança:

  • Autoconfiança: é acreditar em si mesmo. Ela traz um sentimento de convicção quanto à própria capacidade de sucesso, independentemente dos contextos e situações externas. Ela permite decidir e depois agir com coragem e determinação.

  • Confiança dada: é acreditar no outro. É dar-lhe a oportunidade de responder à altura das expectativas e/ou alcançar os resultados desejados. A confiança dada está relacionada às características da relação, e não se limita apenas às competências técnicas.

  • Confiança recebida: é sentir que os outros acreditam em você. É receber a oportunidade de responder à altura das expectativas e/ou alcançar os resultados desejados. Ela também é relacionada às características da relação, e não se limita às competências técnicas.



Mas cuidado! O excesso de confiança também pode prejudicar seus negócios, hoje a Lego está no topo das empresas mais confiáveis do planeta, mas nem sempre foi assim. Em 2004, a empresa quase quebrou por... excesso de autoconfiança, pelo menos é o que nos diz o Jørgen Vig Knudstorp.


Isso acende uma luz vermelha: os extremos são perigosos!


O excesso de autoconfiança pode caracterizar arrogância ou ingenuidade, mas a ausência dela pode tornar as pessoas beligerantes ou agressivas! Por isso, é preciso entender como você está com relação à autoconfiança; confiança dada e confiança recebida.


Deborah H. Gruenfeld[2], defende que o processo de desenvolvimento da confiança começa com a avaliação honesta das habilidades (e deficiências) a fim de consolidá-las o suficiente para capitalizá-las (e/ou corrigi-las). Em outras palavras, consolidar seus pontos fortes e capitaliza-los, avaliando os riscos e oportunidades e trabalhar os pontos fracos para que se tornem fortes (se valer à pena).


E se você pudesse avaliar honestamente o quanto de confiança você transmite e recebe?


A maioria das pessoas não sabe como pensar nas consequências organizacionais e sociais da baixa confiança porque não sabe como quantificar ou medi-las. Mas, atualmente, isso já não é mais problema!


Para muitos, a confiança é intangível, etérea, não quantificável. Se continuar assim, então as pessoas não saberão como consolida-las, ou como melhorá-las. Mas o fato é que os custos da baixa confiança são muito reais, quantificáveis ​​e surpreendentes para os negócios e para a carreira.


De acordo com o CEO da Startrust, já é possível medir os três níveis de confiança (autoconfiança, confiança recebida, e confiança dada) nas dimensões pessoal e profissional e, ainda, em diferentes contextos.


E o mais incrível é que você consegue medi-los em relação à consciência que você tem, as inspirações que você gera e a interação com o ambiente externo (ou seja, as interdependências nas dinâmicas de confiança, ou na predisposição para somarmos empenhos e contribuições nas relações de confiança).


Empresas que inspiram confiança têm maior valor de mercado. Veja quais são as dez marcas mais confiáveis do mundo, em 2021, de acordo com a CEO Magazine: 1. Lego; 2. Rolex; 3. Ferrari; 4. Grupo Bosh; 5. Harley Davidson; 6. Canon; 7. Adidas; 8. Walt Disney Company; 9. Microsoft; e 10. Sony.


Lembre-se que poucas pessoas têm sucesso nos negócios sem um grau de confiança. Por isso, é preciso realizar esse exercício de autoconhecimento a fim de que possamos alavancar nossas forças e aproveitarmos as oportunidades de mercado, nos âmbitos profissionais e empresariais.


Enfim, a confiança está presente em todos os momentos de nossa vida: família; amigos; sociedade; governo; empresa; trabalho; clientes; fornecedores; espiritualidade; saúde...


Vamos avaliar como está a sua confiança? Vamos estabelecer um plano para aumentar, ou sustentar, a confiança de sua empresa? Entre em contato, vamos conversar à respeito e juntos criar um plano de ação. Que tal?


Entre no meu perfil, você encontrará meus contatos.


[1] Tony Shwartz é autor do livro, “Be Excellent at Anything: The Four Keys to Transforming the Way We Work and Live. [2] Deborah H. Gruenfeld[2], autora do livro Acting with Power: Why We Are More Powerful Than We Believe.

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